Imprensa: Radialismo chapa-branca e isenção editorial


A tentativa de uma radialista, apresentadora de programa chapa-branca em uma emissora local, de desqualificar informação veiculada por este Politiza, caracterizando-a como fake news foi um ato desesperado de bajulação que ridiculariza a nobre arte do jornalismo radiofônico.

Dada a fragilidade argumentativa da locutora, que invocou uma legislação contra fake news que ainda nem foi aprovada, não mereceria sequer resposta deste inquieto blogueiro. Entretanto, crendo na máxima de que quem cala, consente, não poderia em hipótese alguma levar esse desaforo para casa.

Em 19 anos de exercício profissional na imprensa interiorana, da Chapada Diamantina ao Oeste baiano; da Região Metropolitana de Salvador ao Baixo Sul, tendo sido repórter policial, esportivo e cronista político, este modesto blogueiro jamais acumulou sequer um processo judicial por qualquer texto que tenha escrito.

Por mais polêmico que seja o editorial ou a reportagem, a única perseguição expressa neles é à verdade. Checar, rechecar, pesquisar e confirmar são regras sempre observadas à exaustão na produção textual. Mesmo assim, erros são inevitáveis. E errando, a autocrítica é o melhor corretor. E não nos abstemos de fazê-la se necessário.

Agora, produzir fake news, isso, jamais. Essa é uma acusação que sempre será rechaçada de modo contundente. Aqui no Politiza, senhora radialista, não há espaço para fakes. Todas as informações veiculadas são de fontes sérias, com links direcionados aos veículos originários. As de editoria própria são devidamente assinadas, demonstrando que o seu autor se responsabiliza pelos conceitos emitidos, assumindo ônus e bônus.

É compreensível sua preocupação em agradar à prefeitura, que, literalmente, paga o seu salário. Este blogueiro sabe disso porque participou de reunião onde o atual chefe do Executivo aventou a possibilidade de cortar a verba publicitária destinada ao programa "Notícia Errada", insatisfeito com os resultados e a audiência pífia. Sabe até quanto era o valor à época, mas não revelará por questão de ética.

Portanto, continue a fazer o seu programa chapa-branca, de entrevistas medíocres, aplausos sonoplásticos com efeitos de puxa-saquismo e um traço de audiência.

O Politiza continuará sendo esta mosca na sopa e sempre desafinando o coro dos contentes.

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