Romaria de Wagner a cardeal do PR não operou nenhum milagre


O pré-candidato ao Senado pelo PT e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, se reuniu com o presidente nacional do PR, Valdemar Costa Neto, em Brasília. O dirigente vem sendo assediado por políticos das mais diversas matizes em busca do apoio do partido para os presidenciáveis.

Também participaram da conversa o governador do Piauí, Wellington Dias, juntamente com outros políticos do PT. O objetivo da romaria petista foi tentar demover o cardeal peerrista da ideia de aliança com Jair Bolsonaro (PSL).

Costa Neto também já se reuniu com Cid Gomes, irmão e articulador político de Ciro (PDT),  e com dirigentes do Podemos, partido do senador Álvaro Dias, mas tudo indica que deva mesmo fechar com o ultra-direitista Bolsonaro.

Para tristeza dos petistas, Costa Neto deixou clara a sua posição sem "vaselinar". Argumentou que há uma ascensão de conservadores no mundo e que com Bolsonaro o seu partido tem melhores chances de ampliar a bancada no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Pelo visto, a ladainha de Wagner e companhia não surtiu efeito na capela republicana. O esperado milagre da reconciliação entre PR e PT [cuja aliança foi responsável pela primeira eleição de Lula da Silva, em 2002, quando teve o saudoso José Alencar como vice] não aconteceu e, muito provavelmente, não se repetirá no plano nacional agora em 2018.


*J. Britto é editor do Politiza
POST ANTERIOR
PRÓXIMO POST
Notícias Relacionadas